< Miradouro da alma: O Quarto

12 junho 2006



O Quarto


No crepúsculo dormente,
De nossos corpos,

Nas mãos invisíveis,
Com restos de algo,

Nos olhos impossíveis
Fixos nas rectas,
Que descem até nós,

Se alguém houver que,
Nos lábios,
O seu breve sussurro
Escute,

Terá da noite a voz,
Nas pálpebras
A adormecer.


Jorge Humberto

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