< Miradouro da alma: Lisboa

24 janeiro 2006



Lisboa


Sim, assim falou... a cidade. Falou nos barcos que cavam sulcos no fluir do rio enquanto as Tágides lhes acenam, e em espuma tornam seus beijos; sentem-lhe a saudade, à cidade, do tempo em que, um dia princesas, a habitaram, um castelo em cada colina, sete ao todo. Foi nas suas artes que a magicaram cidade tão bela: ficou-lhe desses tempos idos o cantar do burburinho nas ondas do Tejo, prazeirento e sorridente de margens suaves, a paleta em cores que o sol pinta, cada dia, diferentes para que nenhuma outra urbe se lhe iguale e a poesia escrita nas gentes e nas pedras envelhecidas de histórias imensas, enquanto elas, as Tágides, embevecidas e saudosas no entardecer, a olham sua, cidade encantada das sete colinas.

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