< Miradouro da alma: Monólogo

21 novembro 2005



Monólogo

Enquanto a chuva castiga as vidraças e aparte disso impera um pressionante silêncio, três palavras atormentam este solilóquio a que fiquei restringido:
- amor;
- felicidade;
- saudade.
Esta peça de teatro parece continuar como tem sido, inclusive já nem me preocupam as reacções do público à representação; porquê me haveria de preocupar se no palco resto eu e a plateia está vazia. Não espero palmas ou vaias ou qualquer outro tipo de reacção quando o pano descer, para dizer a verdade simplesmente cansei-me de pensar nisso e de esperar algo; talvez esteja destinado simplesmente ao não ser. De resto, lá fora continua a chover mas também já deixei de me preocupar com isso.

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